segunda-feira, 13 de outubro de 2014

TRE - HORÁRIO GRATUITO DESPERDIÇADO - OBSERVAÇÕES E SUGESTÕES DE JOÃO DINO


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EU ASSISTO TODOS OS PROGRAMAS ELEITORAIS NAS RÁDIOS E NAS TV'S. MESMO NÃO SENDO FILIADO A NENHUM PARTIDO, E NÃO TENDO A  MENOR PRETENSÃO DE CONCORRER A CARGOS ELETIVOS,  EU SOU OUVINTE E TELESPECTADOR ASSÍDUO DO HORÁRIO GRATUITO DO TRE.
OUVINDO OS DESABAFOS DOS CANDIDATOS DE JUAZEIRO DO NORTE, DERROTADOS NA ÚLTIMA ELEIÇÃO, EU RESOLVI FAZER ESSE COMENTÁRIO AQUI, PORQUE, PELO QUE ENTENDÍ, TODOS SE DIZEM VÍTIMAS DO POVO.
COMENTÁRIO EXCLUSIVO PARA JUAZEIRO:
A) SERVIDORES ETERNAMENTE EM PÉ DE GUERRA,  PERMISSIONÁRIOS DE LOGRADOUROS PÚBLICOS AMEAÇANDO GREVES E PARALISAÇÕES ETC.,  E DEPUTADOS NÃO SE MANIFESTAM NEM CONTRA NEM A FAVOR;
B) O SANEAMENTO BÁSICO DA CIDADE É DE FAZER VERGONHA, BURAQUEIRA GENERALIZADA, PORQUE OS MÉTODOS DE CONSTRUÇÃO E REFORMAS SÃO REALIZADOS PARA FAVORECER CORRELIGIONÁRIOS POLÍTICOS, NO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO QUE TODA A POPULAÇÃO CONHECE E DESAPROVA, E ENQUANTO ISSO ACONTECE À LUZ DO DIA, OS NOSSOS DEPUTADOS FECHAM OS OLHOS, FICAM OMISSOS;
C) METADE DA FROTA DE VEÍCULOS CIRCULAM DE FORMA IRREGULAR, COM DOCUMENTAÇÃO VENCIDA E/OU CONDUTORES DESABILITADOS, TORNANDO O TRÂNSITO DE NOSSA CIDADE UM VERDADEIRO CAOS, DEPUTADOS OMISSOS, NÃO VÊEM NADA;
D) DURANTE AS CAMPANHAS SE LIMITAM A FALAR DE GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA, SAÚDE, EDUCAÇÃO E SEGURANÇA, PORÉM SEM NEM UM COMPROMISSO QUE A POPULAÇÃO POSSA COBRAR.
NA MINHA VISÃO, POR ESSAS E OUTRAS RAZÕES, JUAZEIRO FICOU SEM REPRESENTANTES NA AL-CE.
SUGESTÕES PARA OS DOIS CANDIDATOS QUE ESTÃO AÍ TROCANDO ACUSAÇÕES EM 70% DO HORÁRIO ELEITORAL, IMAGENS QUE CHEGAM A PROVOCAR NOJO: MUDEM OS DISCURSOS. ASSUMAM COMPROMISSOS QUE O POVO POSSA CONFERIR. POR EXEMPLO:
A) A PARTIR DO DIA 1º DE JANEIRO, TODAS AS CONSTRUÇÕES E REFORMAS DE CALÇAMENTOS PASSARÃO A SER REALIZADAS EM PARALELEPÍPEDOS, DE ACORDO COM AS NORMAS DO CREIA, ATRAVÉS DE RECURSOS QUE IREMOS BUSCAR NO MINISTÉRIO DO TURISMO, E A APLICAÇÃO FICARÁ ISENTA DE ATRAVESSADORES, LICITAÇÕES FRAUDULENTAS E CORRUPÇÕES, PORQUE AS OBRAS IRÃO SER FISCALIZADAS POR ENTIDADES CONFIÁVEIS;
B) O TREZE ATLÉTICO JUAZEIRENSE, QUE FOI DEMOLIDO, SERÁ RECONSTRUÍDO E DEVOLVIDO À SOCIEDADE DO CARIRI;
C) ESSES MILHARES DE REBOQUES QUE CIRCULAM NO CARIRI, IRREGULARES, ACOPLADOS EM MOTOS, SEM PLACAS E SEM SINALEIRAS, TRANSPORTANDO BOTIJÕES DE GÁS, ÁGUA, FEIRAS ETC., COMPLICANDO O TRÂNSITO, COLOCANDO EM RISCO SEUS CONDUTORES (MUITOS SEM QUALQUER TREINAMENTO E SEM HABILITAÇÃO), PEDESTRES ETC., SENHORES CANDIDATOS, SE DIRIJAM AOS PROPRIETÁRIOS E ASSUMAM O COMPROMISSO DE FINANCIAREM RECURSOS PARA SOLUCIONAR ESSE GRAVE PROBLEMA DE NOSSA CIDADE, E PROMETAM QUE TODOS OS CONDUTORES PROFISSIONAIS DESSE SETOR, QUE TÊM CTPS ASSINADAS, SERÃO APENAS EXAMINADOS POR MÉDICOS PARA RECEBEREM, GRATUITAMENTE, SUAS CNH;
D) PROMETAM AOS ARTISTAS E INTELECTUAIS DO CARIRI, QUE ESSA REDE DE TV DO GOVERNO DO CEARÁ (TVC), QUE CUSTA MILHÕES DE REAIS AOS COFRES PÚBLICOS, CABIDE DE EMPREGO, E CUJA AUDIÊNCIA JAMAIS FOI QUESTIONADA, PASSARÁ A BENEFICIAR O CARIRI, O CENTRO SUL, O VALE DO JAGUARIBE, A REGIÃO NORTE, ATRAVÉS DE AFILIADAS, A EXEMPLO DA TV VERDES MARES;
E) EXPOCRATO... A POLÊMICA PODE SER RESOLVIDA COM APENAS UM COMPROMISSO  DO GOVERNADOR: DOTAR O ATUAL PARQUE DE ESTRUTURA VERTICAL, COM EDIFÍCIOS PARA ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS, 1º, 2º E 3º ANDARES PARA BANCOS, BARES/RESTAURANTES E CASAS DE SHOW'S, NOS MOLDES DO SHOPPING DO CARIRI...
ATENÇÃO SENHORES CABOS ELEITORAIS, MARQUETEIROS, MILITANTES E DEFENSORES DOS DOIS CANDIDATOS AO GOVERNO DO CEARÁ: APROVEITEM MELHOR OS HORÁRIOS GRATUITOS. POUPEM O POVO DA DIVULGAÇÃO DE TANTOS ESCÂNDALOS.
AFINAL DE CONTAS, A POPULAÇÃO JÁ SABE QUE O BRASIL ESTÁ CONCORRENDO AO TÍTULO DE PAÍS MAIS VIOLENTO E MAIS CORRUPTO DO MUNDO. O POVO JÁ CONHECE ESSA REALIDADE.

PROCUREM FAZER PROMESSAS CONCRETAS QUE OS CIDADÃOS DE BEM POSSAM COBRAR RESULTADOS A PARTIR DE JANEIRO DE 2015.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

HISTÓRIAS DE JOÃO DINO – MONSTRO NO CÉU

HISTÓRIAS DE JOÃO DINO – MONSTRO NO CÉU
Há um mês todas as nossas atenções estão voltadas para o céu. Amanhece, anoitece, as nuvens chegam a ficarem escuras, mais chuva, que é bom, e que nós estamos precisando muito, quase nada.
As prolongadas estiagens do nordeste brasileiro já foram documentadas em livros, revistas, cordéis, nas telas do cinema em centenas de versões etc.
Mas só quem sofreu na pele, como diz o nosso saudoso poeta Patativa do Assaré, os dramas de uma grande seca no nordeste, pode relatar o sofrimento dos nossos irmãos.
Ao longo dos meus 58 anos de idade, o período de maior estiagem que eu tenho lembrança, aconteceu durante o período de 1978 a 1982... Foram cinco anos ininterruptos de seca no Ceará. Até o grande açude de Orós, com capacidade para acumular 2,5 bilhões de metros cúbicos de água, ficou no limite mínimo.
Eu, e minha família, não sofremos diretamente as consequências da seca, porque eu já era o contabilista da Cooperativa dos Irrigantes do Perímetro Icó-Lima Campos, e em seguida passei no concurso e fui para o Banco do Brasil. Mas as imagens da devastação e do terror da seca a gente nunca esquece. Eu presenciei o sofrimento de muita gente.
Pois foi justamente nesse período que eu resolvi me casar. Minha 1ª filha, Giuliane, nasceu no dia 10.07.1977, Gillyerme em 20.04.1979, Netinho em 26.05.1980 e Gislânia em 02.06.1982.
Eu estou descrevendo essas datas para esclarecer que essas crianças, até dezembro de 1982, nunca tinham visto uma chuva.
Aquelas tradicionais brincadeiras infantis do nosso tempo, de tomar banho, de fazer barquinhos utilizando cascas de melancias e papéis, e depois soltar nas ruas alagadas pelas águas das chuvas, essas crianças não tinham qualquer intimidade com isso.
Quando eu consegui transferência para a Agência do Banco do Brasil de Antenor Navarro (PB), atualmente São João do Rio do Peixe, a casa que eu morava ficava na Praça da Matriz, a 50 metros do banco.
Nem televisão as crianças assistiam porque o sinal era tão ruim que não dava para entender nada. Por isso, o divertimento maior era correr, andar de velocípede e de bicicleta na praça.
Normalmente, quando eu saia do banco, vestia uma bermuda e ficava brincando com elas na Praça da Matriz, até anoitecer e chegar o sono. Era esse o nosso lazer em Antenor Navarro. Meus amigos, numa tarde de dezembro de 1982, atendendo as milhares de preces dos agricultores, rezas dos videntes, sequestros das imagens de São José das Igrejas para forçar a vinda do inverno e todas as simpatias da nossa cultura popular, por volta das 17 horas, as nuvens ficaram da cor de chumbo. O dia virou noite. Como normalmente acontece naquela região do Alto Piranhas da Paraíba, as primeiras chuvas da quadra invernosa são anunciadas por trovões que assustam até as pessoas adultas e idosas.
Enquanto isso, extravasando a ansiedade, a felicidade, a alegria, as pessoas gritam com toda força dos pulmões: Chegou a chuva... Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo... Eu sabia que São José não iria nos faltar nessas horas tão difíceis...
E meus filhos, de 6, 4 e 2 aninhos, que brincavam na Praça da Matriz correndo de bicicleta e empurrando o “andador de bebê” da pequenina Gislância de 7 meses, quando viram aquele cenário de relâmpagos rasgando as nuvens com intensas luzes incandescentes, seguidos por estrondos que mais pareciam pedreiras se desmoronando no rumo daquela praça, essas crianças se desesperaram, se dispersaram, e correndo em direções opostas, aos berros, em pânico, dava apena de se ver.
Curicaca, o vigilante do banco, adentrou a agência ofegante, e gritou: João Dino, corre ali, que o teu menino mais velho desceu no rumo do Rio Piranhas, e a menina desembestou no rumo da Rua da Lama. Os dois pequenos estão se acabando de chorar ali perto da coluna da hora, morrendo de medo da chuva.
Pense no sacrifício prá juntar essas crianças. Todos chorando inconsolavelmente, e naquela agonia gritavam e apontavam para as nuvens.
Eu ainda me lembro. Essas imagens ficaram gravadas na minha mente... Giuliane, na época com 6 anos, em tempo de botar o coração pela boca, enquanto chorava, dizia: Painho, é um monstro que cospe fogo.
Foi a primeira vez na vida que eles ouviram trovões, viram relâmpagos e tomaram banho de chuva. 
Nesse dia chovei mais de 100 mm naquela região. E todos nós só fomos dormir quando a chuva parou, de madrugada.
O trauma foi tão grande para aquelas crianças, que nunca mais elas quiseram brincar na Praça da Matriz.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

HISTÓRIAS DE JOÃO DINO - MONSTRO NO CÉU

HISTÓRIAS DE JOÃO DINO – MONSTRO NO CÉU
Há um mês todas as nossas atenções estão voltadas para o céu. Amanhece, anoitece, as nuvens chegam a ficarem escuras, mais chuva, que é bom, e que nós estamos precisando muito, quase nada.
As prolongadas estiagens do nordeste brasileiro já foram documentadas em livros, revistas, cordéis, nas telas do cinema em centenas de versões etc.
Mas só quem sofreu na pele, como diz o nosso saudoso poeta Patativa do Assaré, os dramas de uma grande seca no nordeste, pode relatar o sofrimento dos nossos irmãos.
Ao longo dos meus 58 anos de idade, o período de maior estiagem que eu tenho lembrança, aconteceu durante o período de 1978 a 1982... Foram cinco anos ininterruptos de seca no Ceará. Até o grande açude de Orós, com capacidade para acumular 2,5 bilhões de metros cúbicos de água, ficou no limite mínimo.
Eu, e minha família, não sofremos diretamente as consequências da seca, porque eu já era o contabilista da Cooperativa dos Irrigantes do Perímetro Icó-Lima Campos, e em seguida passei no concurso e fui para o Banco do Brasil. Mas as imagens da devastação e do terror da seca a gente nunca esquece. Eu presenciei o sofrimento de muita gente.
Pois foi justamente nesse período que eu resolvi me casar. Minha 1ª filha, Giuliane, nasceu no dia 10.07.1977, Gillyerme em 20.04.1979, Netinho em 26.05.1980 e Gislânia em 02.06.1982.
Eu estou descrevendo essas datas para esclarecer que essas crianças, até dezembro de 1982, nunca tinham visto uma chuva.
Aquelas tradicionais brincadeiras infantis do nosso tempo, de tomar banho, de fazer barquinhos utilizando cascas de melancias e papéis, e depois soltar nas ruas alagadas pelas águas das chuvas, essas crianças não tinham qualquer intimidade com isso.
Quando eu consegui transferência para a Agência do Banco do Brasil de Antenor Navarro (PB), atualmente São João do Rio do Peixe, a casa que eu morava ficava na Praça da Matriz, a 50 metros do banco.
Nem televisão as crianças assistiam porque o sinal era tão ruim que não dava para entender nada. Por isso, o divertimento maior era correr, andar de velocípede e de bicicleta na praça.
Normalmente, quando eu saia do banco, vestia uma bermuda e ficava brincando com elas na Praça da Matriz, até anoitecer e chegar o sono. Era esse o nosso lazer em Antenor Navarro. Meus amigos, numa tarde de dezembro de 1982, atendendo as milhares de preces dos agricultores, rezas dos videntes, sequestros das imagens de São José das Igrejas para forçar a vinda do inverno e todas as simpatias da nossa cultura popular, por volta das 17 horas, as nuvens ficaram da cor de chumbo. O dia virou noite. Como normalmente acontece naquela região do Alto Piranhas da Paraíba, as primeiras chuvas da quadra invernosa são anunciadas por trovões que assustam até as pessoas adultas e idosas.
Enquanto isso, extravasando a ansiedade, a felicidade, a alegria, as pessoas gritam com toda força dos pulmões: Chegou a chuva... Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo... Eu sabia que São José não iria nos faltar nessas horas tão difíceis...
E meus filhos, de 6, 4 e 2 aninhos, que brincavam na Praça da Matriz correndo de bicicleta e empurrando o “andador de bebê” da pequenina Gislância de 7 meses, quando viram aquele cenário de relâmpagos rasgando as nuvens com intensas luzes incandescentes, seguidos por estrondos que mais pareciam pedreiras se desmoronando no rumo daquela praça, essas crianças se desesperaram, se dispersaram, e correndo em direções opostas, aos berros, em pânico, dava apena de se ver.
Curicaca, o vigilante do banco, adentrou a agência ofegante, e gritou: João Dino, corre ali, que o teu menino mais velho desceu no rumo do Rio Piranhas, e a menina desembestou no rumo da Rua da Lama. Os dois pequenos estão se acabando de chorar ali perto da coluna da hora, morrendo de medo da chuva.
Pense no sacrifício prá juntar essas crianças. Todos chorando inconsolavelmente, e naquela agonia gritavam e apontavam para as nuvens.
Eu ainda me lembro. Essas imagens ficaram gravadas na minha mente... Giuliane, na época com 6 anos, em tempo de botar o coração pela boca, enquanto chorava, dizia: Painho, é um monstro que cospe fogo.
Foi a primeira vez na vida que eles ouviram trovões, viram relâmpagos e tomaram banho de chuva. 
Nesse dia chovei mais de 100 mm naquela região. E todos nós só fomos dormir quando a chuva parou, de madrugada.
O trauma foi tão grande para aquelas crianças, que nunca mais elas quiseram brincar na Praça da Matriz.


HISTÓRIAS DE JOÃO DINO - MONSTRO NO CÉU

HISTÓRIAS DE JOÃO DINO – MONSTRO NO CÉU
Há um mês todas as nossas atenções estão voltadas para o céu. Amanhece, anoitece, as nuvens chegam a ficarem escuras, mais chuva, que é bom, e que nós estamos precisando muito, quase nada.
As prolongadas estiagens do nordeste brasileiro já foram documentadas em livros, revistas, cordéis, nas telas do cinema em centenas de versões etc.
Mas só quem sofreu na pele, como diz o nosso saudoso poeta Patativa do Assaré, os dramas de uma grande seca no nordeste, pode relatar o sofrimento dos nossos irmãos.
Ao longo dos meus 58 anos de idade, o período de maior estiagem que eu tenho lembrança, aconteceu durante o período de 1978 a 1982... Foram cinco anos ininterruptos de seca no Ceará. Até o grande açude de Orós, com capacidade para acumular 2,5 bilhões de metros cúbicos de água, ficou no limite mínimo.
Eu, e minha família, não sofremos diretamente as consequências da seca, porque eu já era o contabilista da Cooperativa dos Irrigantes do Perímetro Icó-Lima Campos, e em seguida passei no concurso e fui para o Banco do Brasil. Mas as imagens da devastação e do terror da seca a gente nunca esquece. Eu presenciei o sofrimento de muita gente.
Pois foi justamente nesse período que eu resolvi me casar. Minha 1ª filha, Giuliane, nasceu no dia 10.07.1977, Gillyerme em 20.04.1979, Netinho em 26.05.1980 e Gislânia em 02.06.1982.
Eu estou descrevendo essas datas para esclarecer que essas crianças, até dezembro de 1982, nunca tinham visto uma chuva.
Aquelas tradicionais brincadeiras infantis do nosso tempo, de tomar banho, de fazer barquinhos utilizando cascas de melancias e papéis, e depois soltar nas ruas alagadas pelas águas das chuvas, essas crianças não tinham qualquer intimidade com isso.
Quando eu consegui transferência para a Agência do Banco do Brasil de Antenor Navarro (PB), atualmente São João do Rio do Peixe, a casa que eu morava ficava na Praça da Matriz, a 50 metros do banco.
Nem televisão as crianças assistiam porque o sinal era tão ruim que não dava para entender nada. Por isso, o divertimento maior era correr, andar de velocípede e de bicicleta na praça.
Normalmente, quando eu saia do banco, vestia uma bermuda e ficava brincando com elas na Praça da Matriz, até anoitecer e chegar o sono. Era esse o nosso lazer em Antenor Navarro. Meus amigos, numa tarde de dezembro de 1982, atendendo as milhares de preces dos agricultores, rezas dos videntes, sequestros das imagens de São José das Igrejas para forçar a vinda do inverno e todas as simpatias da nossa cultura popular, por volta das 17 horas, as nuvens ficaram da cor de chumbo. O dia virou noite. Como normalmente acontece naquela região do Alto Piranhas da Paraíba, as primeiras chuvas da quadra invernosa são anunciadas por trovões que assustam até as pessoas adultas e idosas.
Enquanto isso, extravasando a ansiedade, a felicidade, a alegria, as pessoas gritam com toda força dos pulmões: Chegou a chuva... Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo... Eu sabia que São José não iria nos faltar nessas horas tão difíceis...
E meus filhos, de 6, 4 e 2 aninhos, que brincavam na Praça da Matriz correndo de bicicleta e empurrando o “andador de bebê” da pequenina Gislância de 7 meses, quando viram aquele cenário de relâmpagos rasgando as nuvens com intensas luzes incandescentes, seguidos por estrondos que mais pareciam pedreiras se desmoronando no rumo daquela praça, essas crianças se desesperaram, se dispersaram, e correndo em direções opostas, aos berros, em pânico, dava apena de se ver.
Curicaca, o vigilante do banco, adentrou a agência ofegante, e gritou: João Dino, corre ali, que o teu menino mais velho desceu no rumo do Rio Piranhas, e a menina desembestou no rumo da Rua da Lama. Os dois pequenos estão se acabando de chorar ali perto da coluna da hora, morrendo de medo da chuva.
Pense no sacrifício prá juntar essas crianças. Todos chorando inconsolavelmente, e naquela agonia gritavam e apontavam para as nuvens.
Eu ainda me lembro. Essas imagens ficaram gravadas na minha mente... Giuliane, na época com 6 anos, em tempo de botar o coração pela boca, enquanto chorava, dizia: Painho, é um monstro que cospe fogo.
Foi a primeira vez na vida que eles ouviram trovões, viram relâmpagos e tomaram banho de chuva. 
Nesse dia chovei mais de 100 mm naquela região. E todos nós só fomos dormir quando a chuva parou, de madrugada.
O trauma foi tão grande para aquelas crianças, que nunca mais elas quiseram brincar na Praça da Matriz.


segunda-feira, 16 de maio de 2011

POSTAGEM: NOTÍCIAS DOS JORNAIS

PARA MIM NENHUMA SURPRESA ATÉ AGORA.
QUANTO AO PATRIMÔNIO DE PALOCCI QUE FOI ANUNCIADO PELO PESSOAL DO DEM, NO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO, EU ACHEI POUCO.
AFINAL, PALOCCI NÃO ENGANA NINGUÉM. O POVO É QUEM SE ENGANA COM ELE.
PARA O BRASIL É MELHOR QUE ELE ESTEJA DENTRO DO GOVERNO. FORA, CONCEDENDO PALESTRAS A EMPRESÁRIOS QUE PRESTAM SERVIÇOS E QUE VENDEM PRODUTOS PARA MERENDA ESCOLAR E MEDICAMENTOS PARA ABASTECER AS FARMÁCIAS "POPULAR E DO TRABALHADOR", SERIA PIOR...
POR FALAR NISSO, VOCÊS ESTÃO SABENDO QUANTO LULA ESTÁ COBRANDO POR CADA PALESTRA DE UMA HORA QUE ELE ESTÁ CONCEDENDO A EMPRESÁRIOS DAS MULTINACIONAIS? PROCUREM SABER. EU VÍ NUM JORNAL MAIS NÃO ACREDITEI. CALA-TE BOCA... TÔ VENDO TUDO, MAIS BICO CALADO, FAZ DE CONTA QUE SOU MUDO...
SÓ DIGO UMA COISA, UM EMPRESÁRIO QUE PAGA R$ 300.000,00 POR UMA PALESTRA DE LULA, SE ELE FOR VENDER MERENDA ESCOLAR, MUITAS CRIANÇAS IRÃO MORRER DE BUCHO INCHADO: PARA CADA UM PÃO FORNECIDO IRÃO SER FATURADOS 5.000 NA NOTA FISCAL. DIVERSOS MILAGRES IRÃO ACONTECER.
PARA MIM NENHUMA SURPRESA ATÉ AGORA.
QUANTO AO PATRIMÔNIO DE PALOCCI QUE FOI ANUNCIADO PELO PESSOAL DO DEM, NO JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO, EU ACHEI POUCO.
AFINAL, PALOCCI NÃO ENGANA NINGUÉM. O POVO É QUEM SE ENGANA COM ELE.
PARA O BRASIL É MELHOR QUE ELE ESTEJA DENTRO DO GOVERNO. FORA, CONCEDENDO PALESTRAS A EMPRESÁRIOS QUE PRESTAM SERVIÇOS E QUE VENDEM PRODUTOS PARA MERENDA ESCOLAR E MEDICAMENTOS PARA ABASTECER AS FARMÁCIAS "POPULAR E DO TRABALHADOR", SERIA PIOR...
POR FALAR NISSO, VOCÊS ESTÃO SABENDO QUANTO LULA ESTÁ COBRANDO POR CADA PALESTRA DE UMA HORA QUE ELE ESTÁ CONCEDENDO A EMPRESÁRIOS DAS MULTINACIONAIS? PROCUREM SABER. EU VÍ NUM JORNAL MAIS NÃO ACREDITEI. CALA-TE BOCA... TÔ VENDO TUDO, MAIS BICO CALADO, FAZ DE CONTA QUE SOU MUDO...
SÓ DIGO UMA COISA, UM EMPRESÁRIO QUE PAGA R$ 300.000,00 POR UMA PALESTRA DE LULA, SE ELE FOR VENDER MERENDA ESCOLAR, MUITAS CRIANÇAS IRÃO MORRER DE BUCHO INCHADO: PARA CADA UM PÃO FORNECIDO IRÃO SER FATURADOS 5.000 NA NOTA FISCAL. DIVERSOS MILAGRES IRÃO ACONTECER.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

HISTÓRIAS DE JOÃO DINO – AMOR DE MÃE... MELHOR NÃO DISCUTIR.

HISTÓRIAS DE JOÃO DINO – AMOR DE MÃE... MELHOR NÃO DISCUTIR.

HI

Vocês recordam em que ano o rapp/funk “EGUINHA POCOTÓ” foi o maior sucesso do carnaval? Essa história que eu vou contar agora aconteceu nesse ano.

Eu não esqueci esse momento da nossa MPB porque os produtores de eventos, diretores de clubes sociais, secretários municipais etc., boicotaram minha orquestra carnavalesca depois que eu tinha ensaiado durante três meses e investido uma boa grana. Todos deram preferências as bandas que começavam o show, tocavam dez vezes durante e terminavam cantando a grande obra “EGUINHA POCOTÓ”. Nosso país tem dessas coisas.

Uma semana após o carnaval daquele ano, saldo bancário no vermelho, contas acumuladas, liseira, músicos me pedindo dinheiro emprestado etc., eu atendi um telefonema de são Paulo, nove horas da manhã.

É o Sr. João Dino? Um momento, o Juiz Dr. Fulano de Tal está querendo falar com o senhor.

Era só o que faltava para fechar o balanço. Eu fiquei logo irritado. Peguei corda e falei: Distinta, a senhora ligou para a pessoa certa? Eu não tenho qualquer problema com a justiça. Eu estive em São Paulo em 1976 e não fiquei devendo nada por aí. Só trabalhei como burro de carga fabricando esquadrias metálicas. Eu não sou réu nem em processos de pensões alimentícias. Apenas no Ministério do Trabalho de Juazeiro do Norte (CE), porque os serventuários, advogados e juízes insistem em me tratar como empresário, eu sou vítima em quatro reclamações trabalhistas improcedentes (Se alguém quiser conferir acesse os processos 512-2001-028-07-00-2, 004, 005 e 006-2004-28-07-00-1)...

Enquanto eu falava com os nervos à flor da pele a moça dizia: calma, calma, calma Sr. João Dino. Não é assunto de justiça não... Um momento... Dr. Fulano está na linha...

Um cidadão muito educado, com aquela voz serena, falou: Bom dia João. Tudo bem? Suas cordas vocais ainda estão afinadas daquele mesmo jeito? Eu sou Juiz aqui na comarca de São Paulo. Mas quando vou passar férias aí na região eu viro macaco de auditório nas suas serestas. Para falar a verdade eu sou um sanfoneiro frustrado porque seu músico Mazinho toca melhor do que eu. Sempre canto com você. Lembrou agora? João, minha mãe vai completar 80 anos no 2º domingo do mês de maio. Nossa família quer fazer uma grande festa. Você a conhece, é D. Luzia. Ela é sua fã, e exigiu que você fosse contratado para cantar na missa e na recepção dos convidados, que irá acontecer no clube social da cidade. Olhe aí sua agenda, diga-me se é possível, e quanto é o seu cachê para levar a banda completa, com som e iluminação.

Eu respirei aliviado. Coordenei as idéias. Fiz um rápido cálculo e disse: É R$ X. O Juiz confirmou: fechado. Informe para a minha secretária o número de sua conta. Ela vai providenciar a transferência agora.

Imaginem vocês como é bom ser cantor. Caboclo amanhece liso. Um telefonema muda o rumo das coisas. Esse magistrado caiu do céu. Meia hora depois a conta estava recheada de notas de R$ 50,00.

Chegou o dia da grande festa. A cidadezinha parou. Convidados de toda região. Mais de 600 no total. Contando com a minha equipe de músicos e auxiliares do serviço de som mais de 80 pessoas estavam trabalhando nesse evento. O Buffet super organizado. O clube decorado do piso ao teto. Muita iluminação. Duas filmadoras registravam toda a movimentação dos convidados.

Eu sou muito observador (Isso às vezes até me faz mal). Desta vez eu percebi que no convite da festa foram relacionados 11 filhos. E quando a organizadora da festa separou em alas diferentes os bisnetos, netos e os filhos de D. Luzia, eu só enxergava 10. Faltava um.

Também investiguei que não havia nome “in memorium” .

Finalmente o momento mais esperado da festa. Todos os familiares posicionados ao redor do bolo para D. Luzia cortar a 1ª fatia. Utilizando um microfone sem fio eu entrei cantando a música do saudoso palhaço Carequinha, “Feliz aniversário”. Depois daquela calorosa salva de palmas eu permaneci ao lado da aniversariante. Faz parte do meu show a animação do corte do bolo. Nessa hora eu fiquei perguntando aos convidados: quem será que vai ter o privilégio de receber a 1ª fatia desse bolo? Com certeza vai ser uma pessoa muito importante, muito querida por D. Luzia.

A velhinha pegou a faca, cortou a 1ª fatia do bolo, colocou num pratinho de papelão, e com aquele andar natural dos octogenários ela saiu desfilando no salão procurando por uma pessoa que não estava ali entre os familiares.

E lá vou eu cantando parabéns com o coro e as palmas dos convidados. Duas câmeras filmando tudo. Cabos se enroscando entre as pernas das pessoas. E D. Luzia com o pratinho de bolo nas mães procurando uma pessoa que ninguém sabia quem era.

Ela passou pelo ala dos bisnetos e dos netos. Encarou cada um dos filhos que estavam ao redor do bolo. Passou pelo Prefeito, pelo Presidente da Câmara, pelo Chefe do Setor de Licitação da Prefeitura, pelas 3 médicas, pelos 2 advogados, pelo Engenheiro Secretário de Obras do Município e, finalmente pelo Juiz, Dr. Fulano de Tal, aquele da Comarca de São Paulo que me contratou, e seguiu rumo à porta de entrada do clube. Ninguém estava entendendo mais nada.

O Juiz fez uma cara feia. E sem querer ele desabafou: Ah. Meu Deus, prá onde diabo mãe está indo...

Elucidado o mistério. A dois metros da porta do clube, ao lado de uma banquinha de vender caipirosca, estava um rapaz acompanhado de meia dúzia de pinguços, contando uma história, segurando um copo na mão, visivelmente embriagado. Demonstrava que nem sabia o motivo daquela festa.

A velhinha se aproximou dele, esticou os braços para entregar o pratinho com a 1ª fatia do seu bolo de aniversário, deu um abraço, deu um beijo nele, e com aquela voz cansada ela balbuciou: Fulaninho, meu filho, foi para você que mamãe cortou a 1ª fatia do bolo... Coma...

Uma salva de palma ecoou nesse clube. Todos os convidados aplaudiram a atitude de D. Luzia.

Você acha que é possível medir o amor que uma mãe tem por um filho. Os familiares tentaram esconder dos convidados aquela ovelha negra. O tiro saiu pela culatra.

Finalmente eu matei a minha curiosidade. Era ele o 11º filho que não estava no meio dos doutores e autoridades. Pouca leitura, donzelo, nunca saiu da companhia de D. Luzia. Era justamente o caçulinha, queridinho da mamãe.

Na hora em que ela falou oferecendo a fatia do bolo a ele, eu tinha colocado o microfone próximo a boca dela. Todo mundo ouviu.

Em seguida, passei o microfone para todos os convidados ouvirem as palavras de agradecimento dele, por esse gesto tão bonito, que deixou enciumado todos os seus irmãos.

Eu vou somente transcrever o que ficou gravado pelas duas câmeras que estavam filmando. Quase ninguém entendeu porque a voz dele estava um pouco “trôpa”. Ele disse: “Oh mãe, tu é mesmo bunequeira... Tu sabe que eu não gosto de bolo...”

IMPORTANTE: Feliz dia das mães para todas as internautas que acessam o nosso JUANORTE. E um agradecimento especial a D. ANETE, minha mãe, que além de ter me dado a vida, fez de tudo para que eu aprendesse a ler e escrever. Hoje eu reconheço que não foi uma tarefa fácil.